Campanhas e Orientações

Novembro Azul

        Novembro Azul é uma campanha de conscientização realizada por diversas entidades no mês de novembro dirigida à sociedade e, em especial, aos homens, para conscientização a respeito de doenças masculinas, com ênfase na prevenção e no diagnóstico precoce do câncer de próstata.

      O movimento surgiu na Austrália, em 2003, chamado Movember, aproveitando as comemorações do Dia Mundial de Combate ao Câncer de Próstata, realizado a 17 de novembro.

            No Brasil, o Novembro Azul foi criado pelo Instituto Lado a Lado pela Vida (https://www.ladoaladopelavida.org.br/campanha/novembro-azul), com o objetivo de quebrar o preconceito masculino de ir ao médico e, quando necessário, fazer o exame de toque, e obteve ampla divulgação. Em 2016, o Instituto realizou 2.760 ações em todo o Brasil, com a iluminação de pontos turísticos (como Cristo Redentor, Congresso Nacional, Teatro Amazonas, Monumento às Bandeiras), adesão de celebridades (Zico, Emerson Fittipaldi, Rubens Barrichello), ativações em estádios de futebol, corridas de rua e autódromos, além de palestras informativas, intervenções em eventos populares e pedágios nas estradas.

             Em vários países, o Movember é mais do que uma simples campanha de conscientização. Há reuniões entre os homens com o cultivo de bigodes (ao estilo Mario Bros), símbolo da campanha, onde são debatidos, além do câncer de próstata, outras doenças como o câncer nos testículos, depressão masculina, cultivo da saúde do homem, entre outros.

             O foco desta edição foi a abordagem De Novembro a Novembro Azul – Movimento permanente pela saúde integral do homem. Então, o novembro chegou ao fim, mas a mensagem que deve permanecer é que devemos seguir durante todo o ano com essa importante missão de levar informação de qualidade, lembrando que cuidar da saúde também é coisa de homem.

Tabagismo e Urologia

  • Disfunção sexual erétil

A disfunção sexual erétil é basicamente causada por um fluxo inadequado de sangue no interior do pênis no momento do ato sexual.

O tabagismo atua de duas formas no mecanismo da ereção:Levando a um fechamento das artérias penianas (chamadas arteríolas) e deflagrando um processo reversível de fluxo sanguíneo, com duas horas para retornar ao normal.
Promove um estreitamento de forma lenta, progressiva e irreversível das artérias que irrigam o pênis levando a um aumento do depósito de gordura.
 

Portanto, quem fuma e está com dificuldades de manter a ereção deve estar ciente que seu hábito contribui e muito para o desenvolvimento dessa doença.​

  • Infertilidade Masculina

A fertilidade masculina é prejudicada pelo cigarro. O tabagismo masculino está associado à redução na qualidade do sêmen, incluindo concentração de espermatozoides, motilidade, morfologia e efeito potencial na função espermática, além das alterações nos níveis hormonais. O hábito de fumar, com o passar dos anos, estabelece um declínio na capacidade reprodutiva masculina de maneira progressiva. Muitos trabalhos científicos apontam este efeito deletério do cigarro sobre a fertilidade masculina. Estudos demonstram que pacientes fumantes apresentam um decréscimo médio de 10% na motilidade espermática, 13% na concentração espermática e 3% na morfologia espermática. O volume seminal apresenta-se diminuído em pacientes tabagistas, estratificados de acordo com o número de cigarros fumados por dia, quando comparados aos pacientes não fumantes.

 

  • Câncer

Tabagismo é um dos principais fatores de risco para os canceres do trato urinário. Ele é responsável pela grande parte de tumores malignos dos rins, ureteres e bexiga.   As substâncias do cigarro, a combustão e a fumaça causam um processo irritativo no sistema urinário, e a longo prazo essas alterações podem se transformar em um tumor maligno

Reposição com testosterona é recomendada?

A deficiência deste hormônio masculino pode provocar diminuição da libido, disfunção erétil e depressão. Riscos do tratamento de reposição ainda geram polêmica entre especialistas.

A produção de testosterona no homem começa a declinar a partir dos 30 anos.


Estudos mostram que, na faixa dos 40 aos 70 anos, a queda é de 0,8% ao ano. Por muito tempo, a redução deste hormônio foi considerada uma deficiência congênita. Hoje, sabe-se que pode ser acarretada por condições como obesidade, infecção pelo HIV, estresse psicológico e doenças debilitantes.

A deficiência de testosterona pode provocar diferentes sintomas no homem, como a perda de massa óssea e aumento do risco de fratura, perda de força e diminuição de massa muscular, diminuição da libido, redução da fertilidade, fadiga, aumento da resistência à insulina e do risco de diabetes, comprometimento das funções cognitivas e depressão.

O diagnóstico do hipogonadismo – doença na qual as gônadas não produzem quantidades adequadas de hormônios sexuais – é feito através do histórico clínico do paciente, do exame físico e confirmado através da realização de exames complementares, como determinação do painel de hormônios, espermograma, ultrassom de testículos ou ultrassom da pelve.

Na maioria dos pacientes com hipogonadismo, quando a causa não é tratável, como numa lesão testicular por trauma ou por uma doença autoimune, o tratamento é feito através da reposição hormonal. No entanto, a TRT – Terapia de Reposição com Testosterona – é um assunto polêmico quando relacionado ao risco cardiovascular em pessoas com mais de 50 anos de idade. Estudos importantes, como o “Overselling Testosterone, Dangerously”, publicado no The New York Times, alertam para possíveis riscos da TRT em homens com deficiência.

De acordo com o urologista Dr. Luís Henrique Nunes, o risco só aumenta quando a reposição ocorre em excesso, deixando as taxas acima do normal, ou quando o níveis também ficam muito abaixo do normal É o que afirma também uma pesquisa realizada com 83.010 homens com mais de 65 anos de idade – o maior estudo observacional até o momento relacionando a TRT e o risco cardiovascular. Especialistas concluíram que há uma relação entre a normalização dos níveis de testosterona total com maior redução da mortalidade, infartos agudos do miocárdio e acidentes vasculares cerebrais.   

Segundo Dr. Luís, a terapia também não é indicada para pacientes com suspeita ou história prévia de câncer de próstata. “Por isso é fundamental que a reposição seja indicada e acompanhada por um urologista, que avaliará caso a caso”, explica. Outras contraindicações são pacientes com sintomas urinários obstrutivos provocados por aumento benigno da próstata, apneia do sono, insuficiência cardíaca grave e número elevado de glóbulos vermelhos.

O cuidado com os preventivos da próstata também devem ser redobrados. Homens recebendo reposição devem ser submetidos a controle do PSA, toque retal e à avaliação da série vermelha do sangue, três meses depois de iniciar o tratamento. Daí em diante, as avaliações devem ser repetidas a cada seis meses.

Os efeitos longo prazo da terapia de reposição de testosterona ainda são desconhecidos. Por este motivo, a TRT é indicada apenas para pacientes sintomáticos. Pela mesma razão, se depois de três meses não houver melhora da qualidade de vida, a interrupção do tratamento é recomendada. 
 

 
 
 

Conheça os tipos de Cáculos Renais

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        Litíase renal é a designação para um problema conhecido como “pedras nos rins” ou nefrolitíase. Estas pedras surgem devido ao facto de a urina estar saturada com sais e minerais, ou seja, há uma formação de cristais no aparelho urinário, que se aglomeram pouco a pouco e ao longo do tempo, para formar amontoados de dimensões cada vez maiores.
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O cálculo renal pode permanecer silencioso no rim até ser descoberto acidentalmente. Por vezes este cálculo pode obstruir a passagem de urina e provocar dor.
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Existem diversos tipos de cálculos urinários, a seguir vamos listar os principais:
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- A nefrolitíase cálcica representa 85% do total e acontece devido ao aumento do cálcio, ácido úrico ou oxalato urinário e/ou diminuição do citrato urinário. A causa mais comum destes cálculos é a hipercalciúria idiopática (aumento dos níveis de cálcio na urina sem incremento do cálcio no sangue).
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- Os cálculos de ácido úrico constituem menos de 5% de todos os cálculos urinários e são mais frequentes no sexo masculino. As causas mais comuns do excesso de ácido úrico na urina são a gota, doenças em tratamento com drogas citotóxicas, desidratação e excesso dietético em purinas.
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- Os cálculos de infecção podem ser constituídos por estruvite (magnésio, amónio e fosfato) ou apatite. O elemento chave nestes cálculos é a infecção do aparelho urinário por bactérias como Proteus, Pseudomonas, Klebsiella, alguns Stafilococos e Micoplasman. Como consequência, obtém-se uma urina altamente alcalina, com pH igual ou superior a 7, normalmente.
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- Os cálculos de cistina ocorrem em pessoas com cistinúria, que é uma doença autossómica recessiva relacionada com o transporte intestinal e renal da cistina (aminoácido).
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O tratamento da litíase renal é efectuado em três fases: controlo da dor, remoção ou fragmentação do(s) cálculo(s) e profilaxia face ao aparecimento de recidivas.

 

Suplementos e Cálculos renais

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        Os suplementos de whey protein e aminoácidos ganharam popularidade entre as pessoas que querem acelerar o ganho de massa muscular.
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Mas o uso deve ser moderado, porque o exagero e o consumo constante pode sobrecarregar os rins, prejudicando seu funcionamento. O agravamento do quadro pode levar a consequências irreversíveis.
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Os suplementos devem ser evitados, principalmente, por pessoas com histórico familiar de doenças renais, diabéticos, hipertensos, obesos e com idade acima de 50 anos.
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Converse com seu urologista e não faça uso de nenhum suplemento sem consultar o especialista.

 

Maneiras para prevenir a formação de cálculos

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Ureterorrenolitotripsia a laser: quando é indicado realizar essa cirurgia?

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        A ureterolitotripsia é uma das abordagens de tratamento para um paciente com cálculo renal impactado no canal que liga o rim à bexiga, o ureter.
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Método minimamente invasivo, a cirurgia ureterolitotripsia pode ser indicada de forma emergencial para promover grande alívio nos sintomas da cólica renal.
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É um procedimento para o tratamento de cálculos ureterais. Sem exigir nenhum tipo de incisão, essa intervenção cirúrgica é indicada para remover pedras que estão localizadas no ureter, obstruindo o rim, e pedras dentro do rim menores que 2 centímetros que não conseguem ser eliminadas naturalmente pelo corpo.
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Com uma câmera na ponta, o aparelho entra pela uretra, passa pela bexiga e entra no canal ureteral. Após identificação do cálculo, fragmenta com laser e remove os pequenos pedaços com auxílio de uma pinça em forma de cesta.
Esse procedimento vem sendo utilizado há muito tempo e é considerado a primeira escolha (com eficácia superior a 90%) quando o assunto é o tratamento de cálculos impactados no ureter.
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Em alguns casos, a impossibilidade de eliminação do cálculo pode provocar retenção de urina, alteração de funcionamento e infecção no rim, gerando duas condições clínicas potencialmente graves: a insuficiência renal aguda e a pielonefrite aguda. Nestes casos, a desobstrução do rim é primordial e deve ser feita o mais rápido possível.

 

Nefrolitotripsia percutânea: o que é?

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        A Nefrolitotripsia percutânea é um tratamento de cálculo renal que é utilizado em pacientes com grandes cálculos nos rins ou que possuem formatos irregulares. Pedras que são maiores que dois centímetros geralmente requerem este procedimento.
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Este procedimento envolve entrar no rim através de uma pequena incisão na região dorsal. Uma vez que o cirurgião obtém acesso ao rim, um nefroscópio (em endoscópio renal) e outros instrumentos pequenos são introduzidos através do orifício e então o cálculo é fragmentado e seus fragmentos retirados.
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Uma das vantagens desta cirurgia é que ela é a técnica mais eficaz para deixar o paciente livre de cálculos.
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Meu pênis está torto, o que fazer?

Conheça a Doença de Peyronie.

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Doença de Peyronie é uma anormalidade peniana adquirida e benigna, caracterizada por fibrose na túnica albugínea, que pode ser acompanhada de dor, deformidade, disfunção erétil (problemas de ereção) e angústia.
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Acredita-se que um trauma microvascular no corpo do pênis em estado ereto ou semi-ereto, geralmente relacionado com a atividade sexual, seja o evento inicial mais comum, mas muitos homens não lembram de nenhum incidente antes de iniciarem os sintomas.
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Quando a doença está estável quer dizer que a doença não é mais progressiva. O tratamento da dor peniana pode ser realizado com um anti-inflamatório não esteroide (que não seja corticoide), mas há casos em que a dor é leve e desaparece sem tratamento. Não existe ainda tratamento medicamentoso eficaz. .
A tração mecânica do pênis tem resultados controversos na doença de Peyronie, podendo reduzir o tamanho da placa e sua contratura, existem alguns dispositivos de tração maleável. O que faltam são protocolos eficazes comparados a melhor técnica, os aparelhos indicados, a tensão exercida e o tempo de tração. .
Na fase estável da doença, por volta de 12 a 18 meses após iniciarem os sintomas a cirurgia de reconstrução pode ser uma estratégia de tratamento.
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As cirurgias mais empregadas são as plicaturas para corrigir a curvatura, apesar de haver risco de perda de comprimento do pênis, incisão ou excisão da placa com enxerto são uma excelente estratégia de tratamento quando a função erétil está mantida. Quando associado a disfunção erétil pode ser necessário o uso de protese peniana.
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Procure um Urologista para receber o tratamento adequado!

 

Ereção prolongada e dolorosa,

já ouviu falar em Priapismo?

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A dificuldade de controlar uma ereção, que pode ocorrer de forma indesejada e durar muito mais que o esperado, tem um nome: priapismo.
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Conhecendo as causas fica mais fácil compreender que quem apresenta doenças hematológicas (no sangue) como anemia falciforme, talassemia, leucemia, usa medicamentos para ereção, alguns antidepressivos, anticoagulantes, tem diagnóstico de câncer (doença maligna) ou consome drogas ilícitas tem maior risco de sofrer com priapismo.
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O problema é caracterizado por uma ereção que dura mais de quatro horas, não é despertada pelo desejo sexual, mas por disfunções orgânicas.
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Causa dores e alguns outros inconvenientes fáceis de imaginar. Ao notar o problema, que atinge de um a três homens em cada 100 mil, o ideal é buscar um médico o quanto antes.
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Atenção! Esse problema é uma emergência! Deve ser resolvido rapidamente, sob risco de sequelas definitivas, principalmente disfunção erétil e fibrose peniana.
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